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Iº Caldas-Lisboa-KARTING

I ºENCONTRO CALDAS-LISBOA

     K A R T I N G

 

Realizou-se no passado dia 09 de Julho de 2005, o aguardado I encontro Caldas-Lisboa, no Kartódromo da Lourinhã. Após apurados testes e observações rigorosas, as duas selecções alinharam da seguinte forma: 

L I S B O A    -    D R E A M    T E A M

                        

     

                                

       

     
             

       
             

           

CARLOS "TABASCO"SANTOS

 

CEREJO VIEIRA

PAULA SANTOS

PAULO GONÇALVES

SUSANA GONÇALVES

 

C A L D A S   DA  R A I N H A - N I G H T M A R E   T E A M

                                              

                 

                                             
                         

                      

NUNO MAGALHÃES

SANDRA OLIVEIRA

SUSANA CASIMIRO

VANDA BRANCO

Com uma temperatura a rondar os 35º, as equipas fizeram o 1º treino de qualificação, num ritmo diabólico, procurando uma colocação na grelha que permitisse uma partida mais tranquila.

Rapidamente se verificou que a equipa de Lisboa, apresentava um ritmo mais forte, fruto de um trabalho desenvolvido no último estágio, em altitude, que a equipa fez no Bairro Alto.

Assim os tempos obtidos no 1º, e único, treino de qualificação foram:

              Posição  

            Nº         

         PILOTO         

     EQUIPA

VOLTA

MELHOR TEMPO

DIF.

1

20

Nuno Magalhães

Caldas

7

51,386

0,000

2

13

Paulo Gonçalves

Lisboa

8

52,705

1,319

3

14

Cerejo Vieira

Lisboa

7

56,814

5,428

4

15

Carlos"tabasco" Santos

Lisboa

7

58,721

7,335

5

19

Paula Santos

Lisboa

6

1.10,910

19,524

6

18

Susana Casimiro

Caldas

6

1.11,560

20,174

7

21

Susana Gonçalves

Lisboa

5

1.16,234

24,848

8

17

Vanda Branco

Caldas

5

1.23,426

32,040

9

22

Sandra Oliveira

Caldas

4

1.40,394

49,008

 

Após o treino de qualificação, o lider de Caldas da Rainha, mostrava-se satisfeito com a pole position, mas apresentava um semblante carregado, face ao resultado por equipas.

No momento em que as equipas se fizeram à pista para a prova, começou a notar-se que junto ao Kartódromo se adensava uma nuvem de mosquitos, que iria ter um papel determinante no decurso da prova de alguns pilotos.

Sob um calor tórrido, logo na partida, o piloto de Caldas da Rainha, Nuno Magalhães, que partiu do lado limpo da pista, adiantou-se e tomou a dianteira da prova, seguido de Paulo Gonçalves, Cerejo Vieira e Carlos "tabasco" Santos todos da equipa de Lisboa.

Após uma perseguição impiedosa, Nuno Magalhães, sustendo os ferozes ataques de que era alvo, mas fruto da sua pericia e de alguma sorte, foi mantendo a sua posição que ao longo da prova foi consolidando.

Por volta da 12ª volta já o manager da equipa de Lisboa, se dirigia aos comissários da prova invocando irregularidades no carro do líder. Contudo, posteriormente e após rigorosas inspecções ao veículo, verificou-se nada existir de anormal.

A meio da prova, a praga de mosquitos fez-se notar, quando o piloto das Caldas, Sandra Oliveira, foi selváticamente atingida por um mosquito kamikase, que se alojou na sua face, provocando sérios ferimentos microscópicos.

 Sandra Oliveira (Caldas da Rainha), após tratamento hospitalar e com os visiveis ferimentos faciais.

Deve notar-se contudo, que numa demonstração de coragem e quiçá, de algum radicalismo desportivo, a piloto apostou numa corrida sem os óculos de sol e sem baixar a viseira do seu capacete. Note-se ainda, que mesmo após tão bárbaro ataque a piloto manteve uma postura de notável ousadia e inqualificável coragem ao não baixar a viseira.

Contudo, tal facto, originou que a piloto baixasse o seu ritmo competitivo, que era estonteante até ocorrer o encontro com o aludido mosquito.

Também na equipa de Lisboa, os problemas foram significativos, com Susana Gonçalves com sérios problemas para conseguir chegar ao volante e aos pedais. Não obstante ter sido fabricada uma almofada especial para ser acondionada ao Kart, a piloto raramente conseguiu dobrar os braços. 

 Susana Gonçalves ( Lisboa), quando apresentava protesto aum dos comissários da prova pela deficiência na almofada.

Refira-se que dadas as especiais condições em que esta piloto competiu, viu-se obrigada, logo após a bandeirada final e ao recolher às boxes, a correr directamente para um local inóspito com o intuito de deixar a sua insufismável marca do gregório.

A mesma terá afirmado à agência Lusa, que tal facto se deveu " .. ao gelado que comeu antes da prova..". O nosso dever de objectividade e isenção impede-nos de tecer comentários.

Paula Santos (Lisboa), também sentiu grandes problemas no decurso da prova, dado que, num momento de ousadia feminina e de alucinação momentânea, se apresentou na prova de sabrinas brancas.

Tal facto, provou uma reacção em cadeia junto dos milhares de espectadores que assistiam à prova, que fez ecoar no Kartódromo um bruá de espanto e admiração, estarrecidos com tamanha prova de bravura.

 Paula Santos (Lisboa), com um semblante desiludido, após a substituição da bela Sabrina branca.

Após queixa do manager da equipa das Caldas, invocando uma redução significativa no peso do carro, os comissários, reunidos de urgência, deram razão à equipa das Caldas, e a piloto lisboeta foi obrigada a alugar um belo conjunto de "tenes" da propriedade do Kartódromo, sendo contudo advertida de que deveria usar uma toca Louis Vuiton em cada um dos seus membros inferiores.

Na equipa das Caldas para além dos problemas de Sandra Oliveira, também Susana Casimiro, teve sérios problemas no decurso da prova, dado que insistiu em efectuar a prova, desprovida de roupa nas costas. Os mecânicos da equipa, após uma noite de intenso trabalho, consegiram conceber uma almofada de protecção das costas da piloto.

Contudo, após as primeiras voltas, e por deficiência na concepção da almofada a mesma começou a deslizar suavemente para a sua região nadegueira, provocando grave incómodo. Contudo, numa prova de inegável destreza, recusou-se a ir às boxes para proceder ao ajuste.

 Susana Casimiro (Caldas), na conferência de imprensa e já refeita das dificuladades e após intenso tratamento do seu massagista pessoal.

No final terá confidenciado que previligiou a equipa em detrimento do seu prestigio internacional.

Voltando à competição, Nuno Magalhães, mantinha o seu ritmo, deixando uma distância considerável para os restantes competidores.

Após intensa disputa, foi dada a bandeirada final, com a vitória individual do caldense Nuno Magalhães, seguido dos lisboetas, Paulo Gonçalves, Cerejo Vieira e Carlos"tabasco"Santos.

Por equipas, a vitória pertenceu a Lisboa, numa inegável prova de grande qualidade. Refira-se que se trata de uma prova por equipas, e tal facto deixou os Lisboetas satisfeitos, bem como os seus patrocinadores, com os resultados obtidos.

 

Os 3 primeiros classificados

Na conferência de imprensa, que se seguiu à prova, Nuno Magalhães, vencedor da prova, referiu aos jornalistas que: " No plano individual a prova correu muito bem, mas teve dificuldades na táctica a adoptar pela equipa dado que as pilotos da equipa apostaram em discutir o rimel e a maquilhagem a usar em detrimento dos aspectos técnico-tácticos."

Terá mostrado mesmo alguma indignação por não ter ocorrido o reforço da equipa como lhe havia sido prometido pelo dono da equipa quando assinou o contrato.

Mais tarde, ter-se-á oferecido à equipa de Lisboa, o que foi prontamente recusado. 

Para a história, ficam os resultados finais da prova:

 

              Posição  

            Nº         

         PILOTO         

     EQUIPA

Nº VOLTAS

MELHOR TEMPO

DIF.

1

20

Nuno Magalhães

Caldas

21

50,007

0,000

2

13

Paulo Gonçalves

Lisboa

21

51,011

37,033

3

14

Cerejo Vieira

Lisboa

20

52,232

1 volta

4

15

Carlos"tabasco" Santos

Lisboa

19

54,492

2 voltas

5

19

Paula Santos

Lisboa

19

56,043

2 voltas

6

18

Susana Casimiro

Caldas

17

58,144

4 voltas

7

21

Susana Gonçalves

Lisboa

17

1.02,418

4 voltas

8

17

Vanda Branco

Caldas

16

1.03,372

5 voltas

9

22

Sandra Oliveira

Caldas

13

1.20,599

8 voltas

Nota de Reportagem: A Sky News, abriu os noticiários de domingo informando que foram vistos nas Caldas da Rainha os participantes da prova em adiantado estado de perturbação, deambulando pelas vielas da cidade a altas horas da noite.

Testemunhas oculares afirmam ter visto alguns dos pilotos agarrados a um objecto, que terão identificado como sendo um pão com chouriço.

Entretanto, o homem da sucata continua desaparecido.

Os directores de ambas as equipas já terão reunido de urgência para averiguações e possivelmente já terão decidido as eventuais punições disciplinares.

Nuno Magalhães, já esta manhã reagiu às noticias e ainda com um caracol pendurado no canto da boca, afirmou que "... quando um homem sonha, o mundo pula e avança!"

  Um breve resumo da prova.....